segunda-feira, 30 de abril de 2012

Carnaval - Dia 01


DIA 01 - segunda

Às cinco da manhã acordamos com uma crise de riso no andar de baixo. Camilinha não conseguia nem explicar o motivo em função da falta de ar. Carina havia se levantado para ir ao banheiro e chegando lá escutou um sussurro chamando: “mamãe”, “mamãe”. Na confusão se ainda estava dormindo ou se seria alguma assombração local não pestanejou e perguntou de volta pela janela do banheiro: “Tem alguém aí?” e foi com esta cena que Camila acordou. Carina em cima do vaso de camisola perguntando se tinha alguém ali. E foi então que nós acordamos. Com Camila tendo crise de riso. Depois de meia hora tirando sarro da cara da Carina, conseguimos nos acalmar. E foi no silêncio do retorno ao sono que todas escutamos o sussurro: “mamãe”, “mamãe”. Não podia ser. E a Carina: “Eu disse! Eu disse!”. Vergonhosamente como garotas da cidade, que só estamos acostumadas com o barulho dos ônibus ou das baladas não havíamos conseguido identificar um simples passarinho. Nada de assombrações; apenas um passarinho que aprendemos; iria nos acompanhar por todas as manhãs.

Saímos animadas e começamos a explorar as redondezas. Aportamos em um bar à beira da praia super gostoso. O Deck. Mar calmo, vista linda, espreguiçadeira e um forro absolutamente charmoso nos quiosques. Estávamos psicologicamente preparadas para um ritmo que sabíamos, não seria o mesmo de São Paulo. Mas logo sentimos na pele toda a “agilidade felina” de Fernando. Nosso muito simpático atendente. Agilidade felina, aliás, foi uma expressão deveras usada neste feriado e serviu pra mais situações que gostaríamos. O dia foi delicioso e não podíamos ter pedido uma estreia melhor. Surpreendentemente a trilha sonora do local não tinha nada de Axé e nos pegamos escutando de “Jenny and the Jets” à João Gilberto.  



Só saímos de lá depois de um por do sol de tirar o fôlego e com a sensação de alma lavada.


À noite estávamos mortas, ainda não estávamos totalmente recuperadas das últimas semanas insanas de trabalho. O assunto do jantar de quatro mulheres não podia ser outro: meninos. E escutamos a pérola de Priscila: “quem gosta de migalha é pombo!” Nem preciso contextualizar, né? Todas nós podemos encaixar isto em algum momento de nossas vidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário