DIA 01 - segunda
Às cinco da manhã acordamos com uma crise de riso no andar de baixo.
Camilinha não conseguia nem explicar o motivo em função da falta de ar. Carina
havia se levantado para ir ao banheiro e chegando lá escutou um sussurro
chamando: “mamãe”, “mamãe”. Na confusão se ainda estava dormindo ou se seria
alguma assombração local não pestanejou e perguntou de volta pela janela do
banheiro: “Tem alguém aí?” e foi com esta cena que Camila acordou. Carina em
cima do vaso de camisola perguntando se tinha alguém ali. E foi então que nós
acordamos. Com Camila tendo crise de riso. Depois de meia hora tirando sarro da
cara da Carina, conseguimos nos acalmar. E foi no silêncio do retorno ao sono
que todas escutamos o sussurro: “mamãe”, “mamãe”. Não podia ser. E a Carina:
“Eu disse! Eu disse!”. Vergonhosamente como garotas da cidade, que só estamos acostumadas
com o barulho dos ônibus ou das baladas não havíamos conseguido identificar um
simples passarinho. Nada de assombrações; apenas um passarinho que aprendemos;
iria nos acompanhar por todas as manhãs.
Saímos animadas e começamos a explorar as redondezas. Aportamos em um
bar à beira da praia super gostoso. O Deck. Mar calmo, vista linda,
espreguiçadeira e um forro absolutamente charmoso nos quiosques. Estávamos
psicologicamente preparadas para um ritmo que sabíamos, não seria o mesmo de
São Paulo. Mas logo sentimos na pele toda a “agilidade felina” de Fernando.
Nosso muito simpático atendente. Agilidade felina, aliás, foi uma expressão
deveras usada neste feriado e serviu pra mais situações que gostaríamos. O dia
foi delicioso e não podíamos ter pedido uma estreia melhor. Surpreendentemente
a trilha sonora do local não tinha nada de Axé e nos pegamos escutando de
“Jenny and the Jets” à João Gilberto.
Só saímos de lá depois de um por do sol de tirar o fôlego e com a
sensação de alma lavada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário